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domingo, 21 de agosto de 2011

Você sabia? Quando surgiu o Palmeiras, o São Paulo foi a primeira vítima

Por Luís Gustavo S. Garcia e Paula Maia*

Neste domingo o Palmeiras enfrenta um de seus mais tradicionais adversários, o São Paulo. Na história dos dois clubes, muitas foram as vezes que se encontraram. Mas uma delas, é marcante e traz boas lembranças ao torcedor palmeirense. Quando o clube mudou de nome e passou a se chamar Palmeiras, o Tricolor foi o primeiro adversário. No dia 20 de setembro de 1942, a equipe entrou em campo, derrotou o São Paulo por 3 a 1 e sagrou-se campeão Paulista.

Entrada triunfal do jogadores do Palmeiras, na sua primeira
partida com este nome - Foto: Divulgação
A partida final foi tensa, pois o adversário, o São Paulo Futebol Clube, reivindicava para si o patrimônio do então Palestra Itália. O Verdão marcou com Cláudio Christovam de Pinho, Del Nero e Echevarrieta, enquanto o Tricolor fez o seu com Waldemar de Brito. Após o 3 a 1 no placar, o São Paulo desistiu do jogo aos 19 minutos do segundo tempo e deixou o campo sob vaias até da própria torcida.

No dia seguinte, os jornais traziam a seguinte manchete sobre o Palmeiras: "Morreu líder, nasceu campeão".

A data foi tão marcante que, no dia 11 de outubro de 2005, foi sancionada na cidade de São Paulo a Lei n.º 14.060, que definiu o dia 20 de setembro como o "Dia da Sociedade Esportiva Palmeiras".

*Com informações do site oficial do Palmeiras

domingo, 14 de agosto de 2011

Você sabia? Datas importantes do Parque Antártica

Por Luís Gustavo S. Garcia e Paula Maia

Neste ano, o Parque Antártica completou um ano do início da sua reforma, que vai deixá-lo apto a receber cerca de 45 mil expectadores. Localizado entre os distritos da Barra Funda e Perdizes, na zona oeste de São Paulo, o estádio foi criado pela Companhia Antartica Paulista, visando o lazer de seus funcionários. O Palestra Itália começou a mandar seus jogos no Parque Antartica em 1917. Mas foi apenas em 1920 que passou a ser seu proprietário.

Por conta deste “ano” sem estádio, o Palestra Diário relembra alguns importantes jogos do Palmeiras que aconteceram ali:

1º jogo
No Campeonato Paulista de Futebol de 1917, a Societá Sportiva Palestra Itália sagrou-se vice-campeã, perdendo o título para o Clube Atlético Paulistano. Mas naquele ano, o que realmente marcou o Verdã foi a sua primeira partida no estádio Parque Antártica, no dia 21 de abril. Com dois gols de Ministro e mais um de Heitor, no primeiro tempo, Caetano e Severino, no segundo tempo, o então Palestra Itália fez 5 x 1 no Internacional.

1º jogo como proprietário
A temporada de 1920 foi histórica para o Palestra Itália. Com um começo avassalador, com oito vitórias consecutivas (récorde igualado apenas em 2009), o time conquistou seu primeiro título do Campeonato Paulista. Além da maior goleada, por 11 a 0, contra o Internacional, o time realizou sua primeira partida como proprietário do estádio Parque Antártica, no dia 16 de maio: Palestra Itália 7 a 0 sobre o Mackenzie, com três gols de Caetano, dois de Heitor, um de Fabbi e outro de Imparato.

 A torcida do Verdão sempre apoiou o time no Parque Antártica - Foto: www.palmeirasletsgol.wordpress.com
Recorde de Público
No Paulistão de 1976, o Palmeiras foi novamente campeão, em uma disputa intensa contra equipes do interior. No dia 18 de agosto, o time venceu o XV de Piracicaba por 1 a 0 (gol de Jorge Mendonça), sagrando-se campeão paulista. A partida foi a última conquista de Ademir da Guia no Palmeiras e o último título antes do grande jejum de quase 17 anos sem títulos, o maior já vivido pelo Palmeiras. O jogo registrou também, o mair público dentro do Parque Antártica: 40.283 pagantes.

Título mais importante
Dentro do Parque Antártica, o Palmeiras conquistou um dos seus mais importantes títulos, o da Copa Libertadores da América de 1999. No dia 16 de junho de 1999, cerca de 32 mil pessoas compareceram para o ver o Verdão bater o Deportivo Cali, da Colômbia, por 2 a 1 (gols de Evair e Oséas), e posteriormente sagrar-se campeão nos penaltis, ganahndo a disputa por 4 a 3.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Você Sabia? - Maestro e jornalista compuseram hino do Palmeiras

Por Paula Maia

Foi no final da década de 40, após a mudança de nome do clube de Palestra para Palmeiras, que dois ilustres profissionais se uniram para compor o hino alviverde.

O maestro, regente, arranjador e professor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, além de maestro da orquestra Colúmbia (que animava até os bailes da mansão Matarazzo) e diretor artístico da rádio Cruzeiro do Sul (a melhor da época), o italiano Antônio Sergi, naturalizado brasileiro, foi o responsável pelo arranjo do hino.

A letra ficou sob responsabilidade de um jornalista da Gazeta Esportiva apaixonado pela orquestração e pela música herudita, Gennaro Rodrigues, também conhecido como Nagle.

A dedicação transformada em emoção,  resultou em um dos hinos mais comoventes do futebol nacional, que acompanhavam o momento de glórias da época como as conquistas dos campeonatos paulistas de 40, 42, 44 e 1947.


HINO
Letra de Gennaro Rodrigues
Música de Antônio Sergi


Para ouvir o Hino do Verdão, Clique aqui!

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra


*Informações do site Oficial do Palmeiras

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Você sabia? A maior goleada do Verdão: 11 x 0

Por Luís Gustavo S. Garcia e Paula Maia*

Em 1920 o Palestra Itália sagrou-se campeão Paulista pela primeira vez. Grandes marcas foram alcançadas por aquela equipe, que venceu os oito primeiros jogos da competição daquele ano. E justamente a oitava partida entrou para a história: o Verdão bateu o Internacional/SP por 11 x 0, conquistando a sua maior goleada em partidas oficiais até hoje.

Naquela competição, o Palestra logo mostrou que era candidato ao título, batendo as equipes do Corinthians (3x0), Minas Gerais (1x3), Mackenzie (7x0), Santos (2x3), São Bento (4x2), AA das Palmeiras (0x5), Ipiranga (1x0), até chegar o grande dia.

Era uma tarde de domingo (08/08/1920) e o alviverde esteve implacável em seu estádio. Ministro, logo aos 6 minutos do primeiro tempo, abriu o placar. Dois minutos mais tarde, Heitor fez o primeiro dos seis gols que marcou na partida (até hoje um recorde, igualado apenas por ele mesmo). Ministro fez mais um gol no segundo tempo, Gaetano Imparato outros dois, e Caetano fechou a histórica goleada: 11 a 0.

A vítima, o Internacional de SP, era uma pequena equipe fundada em 1899 por imigrantes de várias nacionalidades (daí o nome). Embora tenha se sagrado campeã paulista duas vezes (1907 e 1928), foi extinta em 1933, devido à adoção oficial do profissionalismo no futebol brasileiro.

Após a partida histórica, o Palestra seguiu com uma forte campanha, que resultou no título diante do tradicional Paulistano, do lendário Friedenreich (2 a 1 em um jogo-desempate). Mas o que realmente marcou o time naquele ano, foi a até hoje lembrada, maior goleada da história do Palestra.


Heitor, autor de 6 tentos na maior goleada do Palestra
Perfil do artilheiro Heitor:

Nome: Heitor Marcelino Domingues
Nascimento: 20/12/1898
Onde Jogou: Período: 1916 a 1931
Títulos: Campeonato Paulista de 1920, 1926, 1926 extra e 1927; Torneio Início de 1927 e Taça de Campeões Rio-São Paulo de 1926.
História: O maior artilheiro da história do Palmeiras, com 327 gols. Jogou nos anos 1920 e 1930 e foi um dos primeiros ídolos da torcida palestrina. O craque dos gramados foi também campeão paulista de basquete pelo Palestra Itália, em 1928.

*Com informações dos sites globoesporte.com e senhorpalmeiras.com.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

VOCÊ SABIA? – “O Palmeiras um dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar".

Por Paula Maia**
 
Ademir da Guia, um dos ícones da história do Palmeiras, relatou com orgulho a lembrança de um dia ter participado da equipe Sociedade Esportiva Palmeiras, que pela primeira vez na história do futebol brasileiro, foi convidada a representar a Seleção Brasileira em um amistoso.

"Até hoje fico pensando naquele jogo. Foi uma homenagem feita pela CBD* ao nosso grande time, a Academia do Palmeiras. Os mais jovens precisam sempre saber disso e ter orgulho desse jogo. O Palmeiras um dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar".

Na ocasião, o Brasil enfrentou a seleção titular do Uruguai em um amistoso organizado para a inauguração do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, no dia 7 de setembro de 1965.

O Palmeiras se encontrava em evidência, mesmo diante do Santos de Pelé e do Botafogo de Garrincha, e passou a ser conhecido pela imprensa e pela população por “Academia de Futebol” como reconhecimento a melhor equipe do país na época. A primazia dentro de campo convencia e encantava a todos.

Tal superioridade rendeu ao time a honra de compor a delegação brasileira desde os jogadores e técnico até os massagistas.

Do outro lado do campo da Seleção, o Uruguai vinha invicto do torneio que o classificou para o Mundial de 66 e contava com craques como Manicera, Cincunegui, Varela, Douksas e Esparro no elenco.

Palmeiras representando Seleção no Mineirão
Dentro do Mineirão, corajosa obra vanguardista e imponente e de capacidade superior a 100 mil espectadores, o Palmeiras (Seleção Brasileira) entrou em campo com Valdir Joaquim de Moraes no gol, Djalma Santos na lateral direita, Djalma Dias e o capitaão Waldemar Carabina na zaga e Ferrari na lateral esquerda. O meio-campo era composto por Dudu, Ademir da Guia, Julinho e Rinaldo. Tupãzinho e Servilio serviam no ataque.

O técnico argentino Filpo Nuñes, o “bandoleon”, tornou-se o único treinador estrangeiro a dirigir a Seleção brasileira.

Com um futebol ascendente o Palmeiras (Seleção Brasileira) derrotou o Uruguai por 3 a 0 com gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano. O técnico Eunápio de Queiroz ainda deixou de marcar 2 pênaltis a favor do Palmeiras durante a partida.

Com a vitória, a taça envolvida na disputa, teve seus direitos concedidos a CBD.

Vinte e três anos depois, descobriu-se que a CBD não havia requisitado o troféu e que ele permanecia nas dependências do Mineirão. Com o consentimento de todas as partes envolvidas ficou decidido que o Palmeiras deveria honrosamente ficar com o mesmo.

Desde 1988, o troféu pode ser admirado na Sala de Troféus da Sociedade Esportiva Palmeiras.

*Atual CBF.

**Informações do site oficial do Palmeiras e Bdf Brasil

terça-feira, 12 de julho de 2011

Você sabia?

* Informações do site oficial do Palmeiras e wikipedia

por Paula Maia

O goleiro Marcos Roberto Silveira Reis, mais conhecido como “Marcão” ou “São Marcos”, está no Palmeiras desde 1993.

A trajetória de um dos maiores ídolos do clube é marcada por ter vestido apenas a camisa alviverde durante toda a sua carreira como profissional e ter contribuído para a conquista de títulos importantes, tanto na história do time quanto nas suas participações representando a Seleção Brasileira de Futebol.

De terceiro goleiro, Marcos assumiu como reserva imediato da posição em meados de 1996, onde permaneceu até 1999, quando substituiu Velloso na Copa Libertadores da América. Em menos de três meses, Marcos se tornou protagonista da maior conquista do clube e desde então segue como titular.

Foi na Libertadores que se tornou revelação do torneio e recebeu a alcunha de São Marcos, devido as suas defesas milagrosas diante do arqui-rival Corinthians pelas quartas-de-final.

Campeão Mundial em 2002, foi o goleiro titular da seleção e o único jogador que não foi substituído pelo técnico Felipão durante toda a Copa do Japão e Coréia do Sul.

Na final contra a Alemanha, a sua defesa numa cobrança de falta de Neuville, foi eleita pela FIFA a melhor da competição. Sua boa atuação lhe rendeu a terceira colocação no ranking mundial de goleiros.

Em 2003, sua paixão pela família e o carinho pelo clube fizeram Marcos recusar proposta do Arsenal e ajudar o verdão a voltar para a primeira divisão do brasileirão.

Mesmo com um histórico subseqüente de contusões e tendo que se afastar dos jogos, o goleiro ídolo dos palmeirenses voltou a ser titular e ganhou o Paulista de 2008.

Em 2009, foi eleito o segundo melhor goleiro do brasileiro pela CBF.

Com mais de 500 partidas pelo Palmeiras, Marcos anunciou a sua aposentadoria para o final deste ano.


TÍTULOS PELO PALMEIRAS

Copa Libertadores da América: 1999
Campeonato Brasileiro: 1993 / 1994
Torneio Rio-São Paulo: 1993 / 2000
Camp. Paulista: 1993 / 1994 / 1996/ 2008
Torneio Lev Yashin (Rússia): 1994
Copa Euro-América: 1996
Taça Maria Quitéria: 1997


Copa Naranja (Espanha): 1997
Taça Governador de Goiás: 1997
Copa Mercosul: 1998
Copa do Brasil: 1998
Copa dos Campeões: 2000
Campeonato Brasileiro Série B: 2003

TÍTULOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

Copa América: 1999
Copa do Mundo: 2002


Copa das Confederações:  2005

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Você sabia?

por Paula Maia

A partir de agora o Palestra Diário trás pra você, leitor e torcedor, a sessão “Você Sabia?”. Um espaço reservado para curiosidades, informações históricas, momentos marcantes e decisivos que foram essenciais para o consentimento do Palmeiras no mundo do futebol e para a concepção de uma relação duradoura e apaixonante com a torcida verde e branco.
Aproveitem!

Società Sportiva Palestra Italia

Società Sportiva Palestra Italia foi o primeiro nome dado ao clube fundado por jovens imigrantes italianos que almejavam a formação de um time de futebol que os representasse dentro das grandes equipes da elite paulistana no início do século XX.

Ezequiel Simone foi nomeado presidente na fundação do clube em 26 de agosto de 1914 no Salão Alhambra e na presença de 46 interessados.
Liderados por Luigi Marzo e por Luigi Cervo a idéia de unificação dos diversos clubes italianos que representavam províncias italianas chegou ao consulado italiano de São Paulo, o que ajudou a difundir entre eles o fato de que a mais de três décadas a Itália era representada por apenas uma bandeira. 

Resolvida a parte burocrática a Società Sportiva Palestra Itália realizou sua primeira partida em 24 de janeiro de 1915 contra o Savóia no município de Votorantim, no interior paulista. Os torcedores do novo time puderam vibrar com a conquista da Taça Savóia na vitória de 2 a 0 na estréia, com gols de Bianco e Alegretti. 

Já com prestígio e muitos títulos paulistas nas décadas de 20 e 30, a mudança de nome para Sociedade Esportiva Palmeiras foi outorgada no governo de Getúlio Vargas em 1942. Na ocasião o Brasil havia se juntado aos países “Aliados” durante a Segunda Guerra Mundial, que lutavam contra os países do “Eixo”, no qual a Itália pertencia.
No primeiro jogo como Sociedade Esportiva Palmeiras, o clube consagrou-se campeão paulista diante do rival São Paulo FC no estádio do Pacaembu. Nos anos seguintes se solidificou como uma das equipes mais importante do Brasil.
Evolução dos distintivos