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domingo, 6 de novembro de 2011

Palmeiras joga mal, perde para o Coritiba e aumenta crise

 Por Danielle Rosa

Davi comemora vitória por 2 a 0 do Coxa em cima do Palmeiras. Foto: Agência Estado

O Coritiba veio até a Arena Barueri, neste domingo, para arrancar três pontos importantes do Palmeiras. O Coxa não teve nenhuma dificuldade para fazer 2 a 0 e ver a crise alviverde aumentar ainda mais. Com o resultado, o Coritiba subiu uma posição na tabela e assumiu a 10ª colocação, com 48 pontos. Já o Palmeiras vê a sombra do rebaixamento cada vez mais perto. O clube paulista estacionou no 13º lugar do Brasileirão e não sai dos 41 pontos.

Há cinco rodadas do final do campeonato, o Verdão completa oito jogos sem vitória e não consegue sair dos dias de crise. A última vez que o time de Felipão arrancou três pontos foi no dia 22 de setembro, quando fez 1 a 0 no Ceará. De lá pra cá, o Palmeiras já viu de tudo. Jogador sendo agredido por torcedores nas ruas, atacante sendo desligado do clube e ainda sem destino definido, troca de dirigentes e um jejum interminável de vitórias.

Felipão e companhia não falam sobre rebaixamento em nenhum momento, mas a cada partida que passa a zona de degola fica mais perto. Apenas 7 pontos separam o Palmeiras da Z-4, e o sonho da vaga para a Sul-Americana se distancia mais e mais.

O volante Marcos Assunção voltou aos gramados depois de ficar três jogos fora, recuperando-se de uma luxação no ombro direito. Com o jogador, voltou também o desespero do elenco em insistir nas bolas paradas e nos cruzamentos vindos dos pés de Assunção. O Coritiba aproveitou o péssimo momento que o Palmeiras vem passando e dominou o jogo parando a única jogada alviverde.

O Coxa precisou apenas de dois contra-ataques para acabar com o jogo. Aos 23 do primeiro tempo, Everton Costa levou a melhor na disputa com Henrique, driblou o goleiro Deola e tocou para Davi livre de marcação empurrar para o fundo das redes abrindo o placar.

O Palmeiras seguiu sem reação e viu o adversário aumentar o marcador logo no início do segundo tempo. Leonardo e Marcos Aurélio começaram a troca de bola no meio campo e quando chegaram na grande área Leonardo chutou firme para fazer 2 a 0.

Os palmeirenses até tentaram ajudar o time. Com o valor do ingresso mais barato (devido a uma promoção realizada pela diretoria do clube), mais de 7 mil pessoas estiveram na Arena Barueri para ver um Palmeiras apático. Mas a alegria da torcida só teve mesmo um motivo: ver anunciada no placar do estádio a vitória do América-MG por 2 a 1 em cima do Corinthians.

Revoltados, os torcedores gritavam “olé” ironizando a situação atual do Palmeiras. Dentro de campo, os jogadores erraram muitos passes e só pressionaram no começo do segundo tempo quando Maikon Leite, Ricardo Bueno e Luan foram para o ataque e sufocaram o Coritiba. Mas o goleiro Vanderlei estava atento e salvou o Coxa em três boas oportunidades do Verdão. E foi só.

Depois de ver a equipe paranaense balançar pela segunda vez as redes o Palmeiras sumiu. Nem mesmo as modificações de Felipão deram gás ao time que ainda teve um jogador expulso. O volante João Vitor, que não tinha cartão amarelo, deu uma entrada forte em Willian e foi expulso direto. Ele está fora do próximo jogo contra o Grêmio.

Palmeiras e Coritiba voltam a campo no próximo domingo, 13. O Coxa recebe o Flamengo, no Couto Pereira; e o Verdão vai até Porto Alegre enfrentar o Grêmio, no Olímpico Monumental. Os dois jogos estão marcados para as 17h.

Ficha Técnica
Palmeiras 0 x 2 Coritiba

Data: 06 de novembro de 2011
Local: Arena Barueri, em São Paulo (SP)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Público: 7.513 pagantes
Renda: R$ 75.868,00

Cartões amarelos:
Palmeiras: Thiago Heleno, Rivaldo, Chico e Marcos Assunção
Coritiba: Jonas, Emerson, Eltinho e Léo Gago

Cartões vermelhos:
Palmeiras: João Vitor

Gols:
Coritiba: Davi, aos 23 do primeiro tempo; e Leonardo, aos 11 da etapa final.

Palmeiras: Deola, Cicinho, Thiago Heleno, Ricardo Bueno (Márcio Araújo), Henrique, Rivaldo (Maikon Leite), Chico, João Vitor, Marcos Assunção, Tinga (Fernandão) e Luan
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Coritiba: Vandelei, Jonas, Jéci, Marcos Aurélio (Leandro Donizete), Emerson, Eltinho, Everton Costa, Willian, Davi (Everton Ribeiro), Léo Gago e Leonardo (Anderson Aquino)
Técnico: Marcelo Oliveira

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ricardo Bueno: “É complicado ficar explicando essa situação”

Por Danielle Rosa

Ricardo Bueno não tem explicações para a má fase do Palmeiras, mas não pensa em deixar o clube
Foto: UOL Esportes
Tudo normal nos arredores do Centro de Treinamento. Nenhuma movimentação, nada de protestos e os risos durante as trocas de passes continuam os mesmo. Na tarde desta terça-feira, o Palmeiras voltou aos treinos e o clima pesado de outros tantos dias não assombrar tanto.

Depois da derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, no último domingo, o Palmeiras já começou a semana com tumulto. No desembarque do time no aeroporto de Cumbica, um torcedor isolado fez questão de chamar a atenção. “Já não estão jogando faz tempo, nossa paciência acabou”, afirmou o manifestante Davi.

Um dia depois da confusão, tudo tranqüilo no CT do clube. Os jogadores entraram em campo para fazerem um treino em campo reduzido. Os goleiros, do outro lado do gramado, tiveram uma atividade para defesa de cruzamentos.

Felipão, como de costume, acabou o dia conversando com a comissão técnica enquanto caminhava pelo gramado. A preocupação com a má fase que o alviverde vem enfrentando nem deu as caras por aqui nesta tarde.

Nem os números parecem tirar o sono de jogadores e comandantes. Nesta temporada, o Palmeiras atinge a marca de 87 gols marcados. É o pior desempenho desde 2002, quando o time foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Naquele ano, o elenco, comandado por Vanderlei Luxemburgo, também converteu apenas 87 tentos. Nos outros anos, o número superava a marca dos 100.

E olha que não faltam oportunidades. De acordo com o Datafolha, o Palmeiras é o time que mais chuta a gol no nacional. A média é de 15,5 finalizações por jogo. Mas o grito de gol continua entalado na garganta dos torcedores.

A seis jogos de encerrar a temporada de 2011, o Palmeiras completou sete partidas sem vitória. E para complicar a situação, diante do Coritiba, no próximo domingo, não poderá contar com Maurício Ramos e Valdivia, suspensos após terem recebido o cartão vermelho diante do Galo.

A dúvida fica ainda para a volta do volante Marcos Assunção. “A gente perde de um lado e ganha do outro. Vamos perder na criação sem o Valdivia, mas podemos ter de volta a experiência de Assunção”, disse o atacante Ricardo Bueno.

O atleta, que ficou fora da partida contra o Galo e não vem sendo muito aproveitado por Felipão, tentou explicar a situação do time. “Não é um momento bom pra ninguém. Mas meu pensamento é fazer as melhores partidas possíveis para me firmar aqui no Palmeiras, porque eu quero ficar”, disse.

Nesta sexta-feira, 04, Felipão irá realizar outro treino especifico, desta vez para os atacantes. “Já participei desse tipo de treinamento em outros clubes. Acho bom, tem que fazer mesmo porque ajuda bastante. O atacante acaba treinando cada vez mais tentando chegar perto da perfeição”, revelou o camisa 9.

Perto da sombra do rebaixamento, o Palmeiras não marca mais do que um gol nos últimos dez jogos e vê cada dia mais a crise aumentar no clube. “Todo mundo tem sua parcela de culpa. Futebol é isso, há um mês atrás estávamos brigando por um título e agora estamos ouvindo críticas. É complicado ficar explicando essa situação”.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Assunção: “É normal que um jogador tenha mais amizade com um do que com o outro”

Por Luís Gustavo S. Garcia

Mesmo após a solução do “caso Kleber” e a permanência do atacante no Palestra, o Palmeiras teve uma queda de rendimento e alcançou apenas duas vitórias e três empates em sete jogos. Após a derrota para o Vasco da Gama, no último domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari disse que o caso atrapalhou a concentração do Verdão, que não foi mais o mesmo desde então.

Volante nega que tenha um racha no elenco
Foto: Luís Gustavo S. Garcia
O volante Marcos Assunção, em entrevista coletiva, ressaltou que o grupo tem que focar mais nas partidas e assim superar o momento turbulento. “Eu quando entro para treinar, penso só nas partidas, e não nos problemas, no ciúmes, essas coisas. Temos que estar tranquilos. São coisas que escrevem, que passam para tirar nossa concentração, mas isso não pode nos abater”.

Assunção negou que exista qualquer racha dentro do elenco palmeirense. “É normal que um jogador tenha mais amizade com um do que com o outro. Isso não é um grupo rachado e não pode gerar ciúmes nem intrigas”.

O jogador comentou ainda sobre as funções do comandante Felipão, que está a toda hora “apagando incêndios” no Palmeiras. “Quando ele (Scolari) está treinando, ele é o treinador. Quando termina, vira psicólogo e quando tem problemas ele se torna um diretor e quer resolver as coisas. O Felipão venceu muito e quer ver as coisas certas no Palmeiras. Para nós é um privilégio ter um treinador assim”.

Para encerrar a conversa sobre a crise, Assunção foi irônico ao dizer que não se importa com o que é falado sobre os atletas na mídia. “Eu gosto. Se não, não teria nada para ler na internet”.