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domingo, 13 de novembro de 2011

Palmeiras faz 2 a 0, mas vê Grêmio empatar nos acréscimos

Por Danielle Rosa

Atenção toma conta dos poucos torcedores nos bares da Pompéia
Foto: Luís Gustavo Garcia

O jogo parecia tranquilo para o Palmeiras na tarde deste domingo. O placar de 2 a 0 era tudo o que o torcedor alviverde queria. Mas tudo mudou. Aos 23 do segundo tempo, o Grêmio fez o primeiro; e faltando apenas um minuto para o apito final, Fernando chutou de fora da área e empatou para o tricolor gaúcho.

Tristeza para os palmeirenses. Os bares próximos aos Palestra Itália estavam vazios. Reduto de uma torcida apaixonada, o local é conhecido por sempre abrigar torcedores que batem cartão por ali só para terem o gostinho de gritarem um gol.

Pouco mais de dez pessoas animavam o bar que fica bem em frente da bilheteria do estádio. Decorado de ponta a ponta com as cores do clube, até o uniforme chamou a atenção: era verde e branco. Meninas vestiam a camisa da torcida organizada Mancha Verde, enquanto os marmanjos gritavam, xingavam e davam pitacos durante os intervalos dos goles na cerveja.

A telinha indicava a atração do dia: Palmeiras e Grêmio na reta final do Brasileirão. O Verdão foi até o estádio Olímpico para tentar acabar de vez com a má fase.

Cicinho chutou aproveitou a sobra do goleiro para abrir o placar no meio do primeiro tempo. Foi um tumulto só no bar. Os poucos torcedores finalmente soltaram o grito entalado na garganta. Depois foi a vez de Assunção. O volante cobrou falta, a jogada mais procurada do Palmeiras nos últimos tempo e uma das únicas que ainda dá resultado, e o goleiro não conseguiu segurar: 2 a 0 para o Verdão.

Dois garotos se abraçavam emocionados quando viram o time em vantagem no placar. O nervosismo não deixava sequer um deles assistir a partida sentado. Era preciso ficar andando de um lado para o outro daquele pequeno salão.

E até pouco tempo antes do fim do jogo, tudo parecia estar indo bem para o Palmeiras. Foi aí que a sorte virou.

O Grêmio parecia perdido em campo até que a bola encontrou os pés de Brandão, que fez o primeiro do tricolor. E o jogo seguiu. O placar ainda trazia um suspiro aos torcedores que não viam o gosto da vitória há nove rodadas.

Torcida feminina também apareceu na tarde deste domingo
Foto: Luís Gustavo Garcia
O cronômetro chegou aos 45 e quando a história estava para terminar, o Grêmio deu a cartada final. Fernando recebeu da direita em uma tentativa frustrada da defesa alviverde em isolar a bola. O atacante não teve dúvidas, chutou firme, chutou forte. Deola não alcançou. Fim de jogo: Palmeiras 2, Grêmio também 2.

A tristeza tomou conta dos rostos de cada um que ali estava. O bar ficou calado e mais uma vez o time decepcionou.

O Palmeiras completou nove jogos sem vitória. Faltando apenas quatro rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, o Verdão não sai da 13ª colocação, com 42 pontos. A sombra do rebaixamento ainda ronda o clube, mas as chances são mínimas. Título esse ano não vem, e a tão sonhada vaga para a Libertadores também já foi descartada. A luta alviverde nesta reta final segue para evitar cair mais uma vez para a Série B. Até a temporada de 2012, nada de comemorações para os palmeirenses.

Grêmio e Palmeiras entram em campo novamente nesta quarta-feira, 16. O tricolor vai até o Engenhão enfrentar o Fluminense, às 20h30; enquanto o Verdão recebe o Vasco, vice-líder do campeonato, no Pacaembu, às 21h50.

Ficha Técnica
Grêmio 2 x 2 Palmeiras
Data:
13 de novembro de 2011
Local: Olímpico Monumental, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva

Cartões amarelos:
Grêmio: Julio Cesar, Leandro, Fernando e Fábio Rochemback
Palmeiras: Ricardo Bueno, Márcio Araújo, Luan e Gerley

Gols:
Grêmio: Brandão, aos 23 do segundo tempo; e Fernando, aos 45 do segundo tempo
Palmeiras: Cicinho, aos 25 minutos do primeiro tempo; e Marcos Assunção, aos 14 da etapa final

Grêmio: Victor, Mário Fernandes, Gilberto Silva, Rafael Marques, Julio Cesar, Fernando, Fábio Rochemback (Gabriel), Adilson (Leandro), Douglas, Escudero (Brandão) e Miralles
Técnico: Celso Roth

Palmeiras: Deola, Cicinho, Leandro Amaro, Thiago Heleno, Gerley, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga, Patrik, Luan e Ricardo Bueno (Fernandão)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Atacantes do Palmeiras continuam em baixa

Por Luís Gustavo S. Garcia*

Se a defesa do Palmeiras demonstra segurança e é a menos vazada do Campeonato Brasileiro 2011, o mesmo não podemos falar do ataque. Já são seis jogos (cinco pelo Brasileirão e mais um pela Copa Sul-Americana) sem que um atacante do Verdão balance as redes. O último tento de um atacante palmeirense foi no dia 30 de julho, quando Luan deixou o seu na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG.

De lá pra cá o time entrou em uma má fase e não ganhou mais nenhuma partida. Foram quatro empates e duas derrotas nos últimos seis jogos do time, que marcou apenas 3 gols, com Marcos Asssunção, Valdívia e Henrique, curiosamente todos em partidas com placar final de 1 a 1.

Kleber não marca desde o dia 19 de junho, quando fez dois na goleada por 5 a 0 sobre o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro. Maikon Leite fez o seu último no dia 10 de julho, no clássico contra o Santos. Dinei nem sequer marcou pelo Campeonato Brasileiro e agora deve ficar parada por quase dois meses, por conta de uma contusão.

Mesmo com o jejum de gols do seu principal jogador, Felipão depositou confiança em Kleber. “Lembra do Zé Love, no Santos, que não fazia gol há dez ou 15 jogos? Só que ele participava, ajudava tanto que o Santos foi campeão da Libertadores. O Muricy via nele força de vontade, espírito e a ajuda que dava para a equipe. É isso que eu vejo no Kleber”.

Felipão ressaltou que os demais jogadores é que devem trabalhar para aproveitar o trabalho feito pelo Gladiador. “Ele pode não fazer gol, mas perturba qualquer zagueiro do mundo. Quem tem de se beneficiar são os outros jogadores. Estamos fazendo alguns gols. O Kleber tem feito o trabalho dele corretamente e da forma que espero. O gol vai sair em uma hora dessas. Valorizo mais o geral do que o gol”.

Ainda que se diga satisfeito, Felipão espera que o clube apresente ainda nesta semana os reforços de Ricardo Bueno, do Atlético-MG, e Fernandão, do Guarani, para resolver os problemas do ataque do Palmeiras.

*Com informações do site globoesporte.com

domingo, 7 de agosto de 2011

Maikon Leite e Kleber continuam com jejum de gols

Por Raphael Silva*

Maikon Leite e Kleber seguem sem marcar no Brasileirão.
Foto: Divulgação

O Palmeiras teve uma queda de rendimento no Brasileirão. E não poderia ser diferente, a dupla de ataque da equipe segue sem conseguir quebrar o jejum de gols que vem assombrando o alviverde. Maikon Leite e Kleber não marcam há seis partidas. Curiosamente, o Verdão só venceu dois jogos desde então, empatando outros três e perdendo uma partida.

O atacante Maikon Leite, chegou ao alviverde da melhor forma possível, foi o autor de dois gols em seus três primeiros jogos. Mas foi só isso. Depois da vitória sobre o Santos, no dia 10 de julho, o camisa 7 não arrancou mais gritos da torcida e o gol anda difícil de sair.

Para o Gladiador o gosto amargo do jejum dura mais tempo. São 10 rodadas sem marcar. Durante esse período, Kleber ficou afastado em três partidas por conta de uma lesão e em mais um jogo por suspensão. Mesmo assim, sem contar as disputas que não atuou, são seis jogos sem o dono da camisa 30 balançar as redes.

No último confronto, contra o Grêmio, a dupla teve um desempenho abaixo do esperado. Segundo dados do Datafolha, Maikon Leite e Kleber finalizaram seis vezes, mas a bola não chegou nem perto do gol.

Mesmo com o jejum, o técnico Luiz Felipe Scolari saiu em defesa dos atletas, em especial do Gladiador. “Ele nunca foi o maior goleador onde jogou, sempre foi participativo, um jogador que fazia gols normais e ajudava a equipe em todos os momentos. Ele continua fazendo isso no Palmeiras, e bem”, afirmou Felipão.

O professor admitiu ainda que o desempenho da equipe não anda agradando. “Nós estamos fazendo aquilo que é possível dentro das características dos jogadores. Nós tínhamos uma das melhores equipes em chutar a gol, mas só chutar a gol não adianta. Continuamos trabalhando, vamos insistir no trabalho de finalização nos dias da semana que antecedem os jogos e vamos ver se a gente melhora”, finalizou.


* Com informações do UOL