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sábado, 1 de outubro de 2011

Palmeiras empata mais uma e jogadores seguem sem dar uma palavra

Por Danielle Rosa

Valdivia voltou aos gramados, mas o elenco palmeirense não conseguiu sair com a vitória. Foto: Gazeta Press
A lei do silêncio que dominou o Palmeiras durante toda a semana parece não ter dado bons frutos. A tática usada por Felipão buscava pôr um ponto final às críticas e colocar o time novamente na briga pela vaga na Libertadores, mas de nada adiantou o sigilo alviverde. O Palmeiras empatou mais uma, e desta vez dentro de casa. Na noite deste sábado, o Verdão e o América-MG não saíram do 1 a 1.

O primeiro tempo foi equilibrado. As duas equipes aproveitaram para criar oportunidades nos contra-ataques e nas jogadas ensaiadas. Quem abriu o placar foi justamente o Palmeiras em cobrança de bola parada, única jogada que anda dando certo para o elenco. Mais uma vez dos pés de Marcos Assunção saiu o gol. O volante cobrou falta e a bola chegou a desviar no zagueiro Micão, do América, antes de balançar as redes.

O torcedor nem conseguiu comemorar direito. Aos 45 do primeiro tempo, o Coelho empatou e acabou com o suspiro alviverde. Kempes foi o autor do gol. Após cruzamento de Marcos Rocha, o atacante matou no peito e bateu firme sem defesa para Deola.

No intervalo, ninguém quis falar. O segundo tempo não teve brilho algum. Os jogadores pareciam se perder em campo, e a partida mais lembrava um jogo de várzea do que uma disputa por um Brasileirão.

O América-MG segurou o empate até o apito final. O resultado não tirou o Coelho da última posição na tabela. Com 20 pontos, o América segue como lanterna do campeonato. O Palmeiras também não muda na classificação. O Verdão está em 8º colocado, com 40 pontos ganhos e bem longe da briga com os líderes.

A torcida palmeirense não escondeu a insatisfação com o time. A ironia começou quando os gritos de “Fica Felipão” e “ão ão ão Luan é seleção” tomaram conta do estádio.  Sobraram críticas ao atacante Kleber, que nem estava presente na partida, afastado por conta de uma tendinite no joelho esquerdo. Até Marcos Assunção, autor do gol, teve que ouvir o descontentamento dos torcedores. Contrariados com o futebol que o Palmeiras vem apresentando, a torcida mudou até mesmo o grito oficial, que virou “Palmeiras minha vida é sofrer”.

O silêncio dos jogadores e comissão técnica continua. O único que driblou a mordaça foi o meia Valdivia. O desabafo rendeu apenas três palavras: “o time perdeu”.

O Palmeiras volta a jogar pelo Brasileirão somente no próximo domingo, 09. A equipe paulista desce até a Vila Belmiro para enfrentar o Santos, em partida marcada para as 16h.

Ficha Técnica

Palmeiras 1 x 1 América-MG
Data: 01 de outubro de 2011
Local: Canindé, em São Paulo (SP)
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Luiz Carlos Silva Teixeira e Adson Márcio Lopes Leal

Cartões amarelos:
Palmeiras: Luan, Chico
América-MG: Anderson, Micão, Amaral, Gilson, André Dias, Fábio Júnior


Gols:
Palmeiras: Marcos Assunção, aos 29 minutos do primeiro tempo
América-MG: Kempes, aos 45 do primeiro tempo


Palmeiras: Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Henrique e Gabriel Silva (Gerley); Chico, Marcos Assunção, Valdivia, Maikon Leite; Luan, Fernandão (Ricardo Bueno)
Técnico: Luiz Felipe Scolari


América-MG: Neneca, Anderson, Micão, Éverton Luiz, Marcos Rocha, Dudu (Leandro Ferreira), Amaral, Luciano, Gilson, Kempes (Rodriguinho), André Dias (Fábio Júnior)
Técnico: Givanildo Oliveira

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lei do silêncio já ajudou a Itália a levar uma Copa

Por Danielle Rosa*


Presidente alviverde, Arnaldo Tirone, compara sigilo do clube
ao título italiano da Copa de 82. Foto: Gazeta Press

O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, tentou justificar a mordaça imposta aos jogadores durante esta semana. “A seleção de 1982 adotou a lei do silêncio e foi campeã mundial”, disse Tirone ao comparar a situação atual do Palmeiras com a Azurra de 82.

O silêncio dos jogadores e comissão técnica começou nesta terça-feira, quando Felipão estipulou que ninguém deve falar absolutamente nada até pelo menos o próximo jogo. O Verdão só volta a campo neste sábado, 01, para enfrentar o América-MG. A partida está marcada para as 18h, no Canindé.

O Palmeiras, que tinha conseguido tomar um fôlego na partida contra o Ceará, quando venceu por 1 a 0, caiu novamente diante do Atlético-GO. O Dragão perdia o jogo e conseguiu empatar em 1 a 1 com dois jogadores a menos em campo.

Depois do apito final, Felipão declarou publicamente a insatisfação com o time. O goleiro Deola e o atacante Kleber também causaram estranhamento depois do jogo. Com o clima pesado, o clube resolveu impor a lei do silêncio.

Essa semana nada de conversa. “Tem hora que é melhor ficar quieto mesmo”, afirmou Tirone.

* Com informações da Folha de S.Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aqui impera a lei do silêncio

Por Danielle Rosa

O empate em 1 a 1 com o Atlético-GO no último domingo trouxe um gostinho de derrota dentro dos muros do Palestra. O time voltou aos treinos na Academia de Futebol nesta terça-feira, mas o técnico Luiz Felipe Scolari resolveu blindar os jogadores e aqui ninguém fala.

Felipão proibiu entrevistas e qualquer tipo de conversa até o jogo contra o América-MG, no próximo sábado, 01, às 18h, no Canindé. Para não abalar ainda mais a crise entre o treinador e a diretoria, os jogadores ficam em silêncio.

A novidade ficou apenas para a volta de Valdivia e Dinei aos treinos com bola. O Mago ficou 20 dias longe dos gramados e deve voltar no jogo contra o América-MG, no sábado. Já Dinei ainda faz atividades leves após 40 dias de recuperação, mas pode voltar a atuar antes do previsto.

Até sábado os jogadores e comissão técnica estão proibidos de falar com a imprensa. O presidente Arnaldo Tirone e o vice de futebol, Roberto Frizzo, apareceram na Academia nesta tarde, mas não quiseram dar entrevista.

Frizzo falou baixinho apenas uma frase: "quando vocês precisam refletir vocês também ficam em silêncio".

Valdivia também quebrou o tabu e falou com os jornalistas que apareceram no centro de treinamento nesta tarde.

- "Lei do silêncio? Quem mandou?"

Quando informaram o Mago que a lei havia sido imposta por Felipão, a resposta:

- "Ah, é o chefe, né?", finalizou com tom de ironia.