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sábado, 29 de outubro de 2011

Felipão fala sobre interesse do São Paulo e se diz envergonhado por não ter conseguido ficar entre os primeiro do Brasileirão

Por Danielle Rosa

“O presidente chegou na minha sala e disse que foi contatado por um dirigente do São Paulo, não sei quem é, perguntando se eu iria sair do Palmeiras, se poderiam conversar comigo. O presidente disse que não. Ou seja, ninguém falou comigo", disse o treinador do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari.

Felipão não escondeu o interesse do rival e disse que a atitude das duas direções foi corretíssima. Falou sobre o episódio em que Adalberto Batista, dirigente tricolor, ligou para o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, para saber da situação do treinador antes de fechar contrato com Emerson Leão.

"Foi uma atitude corretíssima de uma direção para outra direção. Correta da parte do Tirone que, se não quisesse contar comigo, diria não. Foi a mais correta de todas as atitudes que aconteceram no futebol até hoje", ressaltou.

O comandante alviverde revelou também que já faz planos para a próxima temporada. Felipão teve uma reunião com membros da diretoria onde pôde expor sua ótica e também pedir novos reforços.

“O que eu quero explicar para a torcida do Palmeiras é que a reposição de novos jogadores não será da mesma forma que foi esse ano, em apostas, e sim em nome que estão prontos e que em outros clubes deram resultados. Passamos uma lista com três opções para cada posição e a idéia é que a gente tenha uma equipe mais competitiva para o ano que vem”, explicou Felipão.

Scolari se mostrou feliz no comando do time, mas triste por não ter colocado o Palmeiras em uma posição confortável no Brasileirão.”Estou muito contente, não tenho porquê ficar triste com coisa alguma. Eu me sinto envergonhado sim de não ter conseguido estar entre os quatro primeiro do Campeonato Brasileiro e brigar pela Libertadores”, falou.

Felipão fala sobre interesse de rival e revela decepção pela posição incômoda no Brasileirão. Foto: Danielle Rosa
O treinador admitiu que somente as especulações que envolvem seu nome o tiram do sério. "As pessoas que fazem essas especulações estão me jogando contra a torcida do Palmeiras. E têm que saber que um dia eu posso dar o troco. Posso, um dia, dizer à torcida do Palmeiras o que está acontecendo", disse.

"Eu sei que existe muita coisa orquestrada, mas o fato é que vou continuar sem dar entrevista a determinadas pessoas. Isso não me dá dor de barriga. Estou muito contente, feliz aqui", disse. "É um absurdo, já disseram que eu tenho pré-contrato com uns cinco clubes."

terça-feira, 26 de julho de 2011

Telê Santana e seus 80 anos

Por Danielle Rosa

Hoje, 26 de julho, Telê Santana completaria 80 anos. Além de deixar saudades, deixou também lembranças de um futebol bonito, bem jogado, da arte nos pés do povo brasileiro.

Telê Santana treinou o Palmeiras em 1979
Para quem não se lembra, Telê chegou a assumir o Palmeiras em 1979. Passou rápido pelo clube, mas conseguiu montar uma equipe sem estrelas que se destacou por realizar belos jogos. Daqui foi para o comando da Seleção Brasileira.

Como jogador, Telê atuou doze anos pelo Fluminense. Passou também pelo Guarani e pelo Vasco. Mas foi no tricolor carioca que se consagrou e conquistou títulos e fãs. Nas Laranjeiras ganhou o apelido de “Fio de Esperança”. O garoto era magrinho e corria de um lado para o outro do campo sempre entrando no segundo tempo e colocando o Flu na frente do placar.

Virou técnico. E marcou uma época em busca de um futebol limpo, do chamado futebol arte. E, como não poderia ser diferente, venceu em cada clube. Foi no Flu que tudo começou. De lá foi para o Atlético-MG (onde conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro), para o Grêmio, para o Palmeiras até chegar à Seleção Brasileira. Depois da derrota assumiu ainda o Al Ahli e o São Paulo, onde se consagrou Mestre.

Perdeu 82 e 86 e fez uma nação inteira chorar. E foi taxado por muitos de “pé frio”. Aquele homem simples do interior de Minas Gerais deixou de lado as lamentações de mostrou que o futebol arte pelo qual ele lutava estava para conhecer o mundo nos pés da equipe do SPFC.

No clube paulista conquistou o mundo e escreveu seu nome para a história. Ganhou títulos de expressão como a Taça Libertadores da América e o Mundial de Clubes. Seu nome é ecoado até hoje pelo estádios.

Ao deixar o São Paulo, em 1996, chegou a assinar com o Verdão, mas não pôde assumir a equipe. Seus problemas de saúde começaram a assombrar e o afastar dos gramados. Telê teve que enfrentar um quadro grave de diabetes, que o fez perder a perna esquerda, além de dois AVCs (Acidente Vascular Cerebral) que o tirar de vez do futebol.

Telê passou os últimos anos de sua vida ao lado da família. Sempre assistindo futebol. “Ele ficava em frente à TV e sempre que via um jogo de futebol os olhos enchiam de lágrimas como se ele quisesse estar ali”, relembra emocionada Dona Ivonete, esposa de Telê.

Aqui deixamos a nossa homenagem ao técnico Telê Santana pelos anos de ensinamento no futebol brasileiro. Parabéns Telê!